24.7.10

O que vai no seu pão?


O que vai no seu pão?

Chico é o que o povo dos Pampas chama de "mal domado". Uma pessoa que segue a vida orgulhosamente desencaixada dos padrões sociais vigentes e esperados. Tive a sorte de ser sua vizinha e a felicidade de, aos poucos, ir virando sua amiga.

Um dia, comentei com ele minha frustração por minha máquina de pão estar quebrada e ele exclamou com aquele ar de superioridade de quem nunca comprou na Polishop: "Mas ninguém precisa de uma máquina para fazer pão!".

"Isso porque você nunca experimentou os tijolinhos que faço a mão", respondi resignada.

"Eu te ensino. Não tem segredo". E um sábado à tarde, Chico aparece em casa, com um saquinho de fermento, um pouco de linhaça e toda a paciência de quem está determinado a transformar uma oleira em padeira.

A primeira lição: "Pão é basicamente farinha, água e fermento. Os outros ingredientes você coloca se quiser."

A lição foi ótima e rendeu dois lindos pães de trigo integral com centeio que em nada lembravam os meus temidos tijolos.

A partir daí, me senti segura pra me aventurar pelos caminhos da panificação manual. Tenho feito pão, massa de pizza e qualquer dia desses derivo para as esfihas, tortas e...sonho...macarrão caseiro. Me aguardem.

Mas não escrevi este texto pra contar sobre meus recém descobertos dons culinários e sim sobre um pão italiano fresco que compramos outro dia na padaria do Carrefour Bairro, que fica bem ao lado da casa do meu pai. Casca grossa crocante, miolo mole, cheiroso. Um pão que enche os olhos, a boca saliva e que eu tenho certeza absoluta que nunca serei capaz de fazer.

Estava tudo indo muito bem, até que caí na besteira de ler os ingredientes no rótulo (influência de uma outra vizinha).

Depois dos esperados farinha, sal, açúcar e fermento, vieram emulsificante diacetil tartarato de mono diglicerideos, enzima alfa amilase, acido ascorbico, azodicarbonamida, estabilizante esteres de acido diacetil tartarico, mono diglicerideos de acidos graxos, estearoil 2 lactil lactato de calcio e po lisorbato 80.

Tenho certeza que o Carrefour vai dizer que é tudo inócuo, absolutamente seguro e aprovado pelo FDA, Anvisa, Globo Reporter e FIFA. Mas precisa ter tudo isso no pão?

Na hora me lembrei da aula do Chico: "Pão é essencialmente farinha, água e fermento". E afeto, talvez. Deve ser isso que o Carrefour tentou desesperadamente acrescentar.

Viva os mal domados!

20.7.10

Solo fértil.


O apoio dado ao Manifesto pelas Mães superou de longe nossas expectativas. Já contamos com mais de 500 assinaturas e a campanha está só no começo.

Quando retornarmos das férias – leia-se: a molecada voltar pra escola e a gente reconquistar aquelas preciosas horas de teclado e introspecção, faremos um novo e bem mais amplo esforço de divulgação.

Mas antes de tudo, queremos agradecer às mães e pais queridos, sinceros e parceiros que, logo de cara, abraçaram a causa. Seus comentários nos emocionaram e deram força pra que a gente retorne em agosto com todo o pique.

No site do Grupo Cria, estamos lincando todos os blogs que estão ajudando a divulgar o Manifesto. Mas como a internet é uma colcha de retalhos - com muito fuxico e tricô - alguns blogs podem ter escapado da nossa atenção. Se isso aconteceu com o seu, nos mande um email e o incluiremos na lista.

Boas férias, luz e curtam muuuuuito seus filhotes em casa. Sejamos mães, com orgulho!

Até agosto!

30.6.10

Você não é incompetente. Você é mãe.









Quatro amigas blogueiras e eu resolvemos nos reunir num sonho meio quixotesco. Valorizar a maternidade.

Começamos com a publicação de um Manifesto pelas Mães, que reune tudo o pensamos e também o que aprendemos nestes anos de muita troca com as mães incríveis que frequentam a blogosfera.

Acreditamos que estamos diante de um novo momento. De uma nova geração de mulheres, mais feministas do que nunca, mais cientes do que jamais foram de seu papel e do seu enorme valor.

O Manifesto é apenas um começo de um trabalho que pretendemos desenvolver de reconhecimento da importância da mãe e da família para a construção de uma sociedade mais justa, mais humana, mais responsável.

Ele foi redigido com o cuidado intenso de valorizar a maternidade nos seus diferentes formatos. Nenhum é melhor que o outro. Todas somos mães, fazemos o nosso melhor e queremos ser valorizadas!

Essas imagens são parte da campanha de lançamento do Manifesto pelas Mães. Clique sobre elas para ampliá-las.

Clique aqui se quiser baixar ou assistir em slideshow.

Leia também: Consciência Materna, do blog O Futuro do Presente.

23.6.10

A professora me chamou.


Tenho um filho "bom". Todas nós temos. Mas o meu é muuuuito bom. Daí eu ter estranhado quando a professora dele me chamou pra uma conversa.

Fui meio ressabiada. O que meu filho meigo, responsável, inteligente e lindo de morrer poderia estar fazendo de errado?

A professora começou a reunião cautelosa. Nada mais natural quando se está diante de uma mãe palpiteira e metida a publicar na internet suas verdades sobre educação. Mas eu não estava ali como blogueira e sim como mãe. Achei melhor ficar quieta e ouvi-la.

E escutá-la não foi fácil. Meu filho bom, aparentemente, estava com problemas. E eu não estava percebendo.

Podia ter invertido o jogo. E faria isso facilmente. Botar a culpa nela, na escola, na preparação das aulas, no excesso de videogame e de açúcar na dieta infantil. Podia ter achado tudo um exagero.

Mas na minha frente estava uma pessoa genuinamente preocupada com meu pequeno. Apenas com ele. E não com a disciplina da sala. Nem com a performance da sua didática. O problema do meu filho era sutil e podia facilmente ser carregado na mochila para os anos seguintes. Mas ela teve olhos para enxergá-lo. E o cuidado de me chamar para que eu visse também.

Guardei a luva de box na bolsa e saí de lá comprometida a rever algumas coisas em casa. Ficar mais próxima, atenta. O básico. O feijão com arroz que, quando se é filho do meio, nem sempre se tem. Mas sempre se sente.

Hoje acho que a conversa com a professora foi uma das coisas mais significativas que me aconteceram no semestre. Não foi fácil. Mas foi necessária. Uma hora de conversa franca foi suficiente para estabelecer entre nós uma relação de confiança que durará para sempre.

Sou imensamente grata por ela ter me chamado.

18.6.10

A dieta do Papai do Céu para uma vida longa e feliz.


A dieta do Papai do Céu para uma vida longa e feliz.

Recebi uma matéria sobre o risco dos protetores solares. Agora estão redimindo o sol!

Calma, antes que você saia por aí botando a criançada para virar camarãozinho, leia a matéria e tire suas próprias conclusões. Sugiro até que discuta com um dermatologista da sua confiança.

Clique aqui para ler

Para quem não lê inglês, o resumo é que alguns protetores tem substâncias que penetram na pele, entram na corrente sanguínea e podem provocar alterações hormonais ou fazer com que um tumor se desenvolva mais rapidamente. Alguns dizem que os benefícios superam os riscos. Outros acham que o consumidor deveria ser informado para exercer seu direito de escolha.

A matéria conclui dizendo que é preciso haver cautela na exposição solar e, quem quer opções seguras, deve ficar na sombra, usar camisa de manga longa e chapéu.

Já redimiram a manteiga, o abacate, o café. O chocolate, vilão das espinhas, virou elixir da longa vida. O ovo, pobrezinho, já foi tão malhado que hoje as galinhas deveriam ser indenizadas. Agora é o astro rei que retorna soberano!

Percebi um padrão nisso tudo. As coisas que estão sendo redimidas, são as que a natureza fabricou. Portanto, daqui pra frente, vou virar adepta da Dieta do Papai do Céu: "foi o Papai do Céu que fez? Então come, meu filho. Come que não faz mal."

Papai do Céu não bota corante, não acrescenta benzoato, não usa gordura vegetal hidrogenada, sabores "idênticos" ao natural (alguém me explica esse truque pra não dizer artificial?), conservante INS sabe lá que número. Papai do Céu só usa embalagem sem bisfenol e que vira adubo em questão de dias. Produto do Papai do Céu não precisa de aprovação da Anvisa e há milhares de anos vem sendo testado em insetos, animais, humanos.

Papai do Céu me botou nesse mundo pra vivê-lo e não pra ter medo dele.

Daqui pra frente, não quero saber do que não posso. Eu posso tudo. E quando alguém me disser que alguma coisa faz mal, vou perguntar se quem falou foi o Papai do Céu ou a Seleções do Reader's Digest.

Na dúvida, fico com Ele.

31.5.10

Duas mães.


Duas mães.

O filho pequeno se queixou que havia uma regra na classe que o aborrecia muito. Não podia mais trocar lanche com o colega. E morria de vontade de fazê-lo. A mãe explica que se ele era contra uma regra, deveria manifestar sua opinião e tentar mudá-la.

Depois de discutirem estratégias, resolvem escrever um bilhete a ser encaminhado à professora. O pequeno dita, a mãe escreve. Ambos assinam.

O bilhete, chega às mãos da professora, que resolve lê-lo em voz alta para a turma. Percebe que a insatisfação com a tal da regra era generalizada. Faz uma votação e os baixinhos derrubam a proibição por unanimidade. A troca de lanche estava liberada, dentro de novas regras combinadas ali mesmo.

O menino volta para casa exultante. Tinha se manifestado e conseguido uma vitória significativa contra algo que discordava. Mãe e filho comemoram a conquista.




Na outra casa, a menina conta, feliz da vida, que agora podia trocar o lanche. A mãe se aborrece. É daquelas que fazem questão de uma alimentação saudável e tinha plena consciência que a filha, sempre que podia, burlava para descolar uma bolacha recheada, um salgadinho de pacote, um suco de caixinha bem açucarado.

A proibição da troca de lanche tinha sido perfeita para garantir que sua pequena comesse o bolo caseiro, a fruta, o pão integral que ela preparava com carinho. Agora vinha essa novidade!

Quis saber o que houve e a filha conta que um amiguinho levou um bilhete reclamando da regra e a professora mudou-a. A mãe se indigna, só podia ter sido obra de uma mãe adepta da porcaria. Vai atrás do nome da outra mãe e quando descobre não acredita! Logo ela, sua amiga, parceira de convicções e de trocas de receitas de biscoito de aveia!

Pega o telefone e liga para saber os motivos da outra. Elas conversam, cada uma explica seu lado. Chegam a um impasse. Tem que haver democracia, mas bolacha Trakinas, não dá! É caso de corte marcial. Dão risada.



Moral da história: em tempos de pais atuantes, não queira ser professora.

25.5.10

A culpa é da mãe.




A culpa é da mãe.

Quando eles são bebês e choram pedindo colo, a culpa é sua porque acostumou mal.

Quando eles comem errado, a culpa é sua por não ensinar a comer direito.

Quando saem mulambos, a culpa é sua porque não vê como as crianças estão vestidas.

Se saem arrumadinhos demais, a culpa é sua por não deixá-los a vontade.

Se vão mal na escola, a culpa é sua por não acompanhar.

Se xingam, você não bota limite.

Se sentem sono, faltou disciplina.

Se apareceu cárie, você deixou comer porcaria.

Se resfriou, é porque você deixa andar descalço.

Se dão piti, falta pulso.

Se a doença rescindiu, você não cuidou direito.

Se pegou o carro escondido é falta de impôr respeito.

Se engravidou a namorada, é porque você não colocou juizo no feijão.

Aí um dia, por incrível que pareça, eles sobrevivem a nós e crescem. Viram gente grande. Lindos, donos dos próprios narizes, funcionários de bancos, pais e mães de família, autores de novela.

E quando você acha que, finalmente, a vida começa a lhe fazer justiça e a reconhecer sua participação positiva no processo, eles resolvem deitar no divã e fazer análise.

E a culpa, será toda sua.

10.5.10

Maridos e presentes, a saga continua.


Para quem deu risada no ano passado, com o texto sobre presentes de marido para o Dia das Mães (os comentários são mais engraçados ainda), prepare-se pois, eles se superam a cada ano.


A primeira mãe, no seu Santo Dia, ganhou uma faca. Não era uma faca qualquer. Era uma faca artesanal, francesa. Meio faca, meio canivete. Excelente para uma réplica de Ramba chique. Olhou para o marido com cara de interrogação. Quem colecionava facas daquele tipo era ele. Depois de um tempo veio a explicação. Ele tinha se deparado com uma oferta incrível. Mas a loja só vendia o conjunto com 3 unidades. Ele arrumou alguém que comprasse 1 delas. A outra ficou com ele. E a terceira, ele deu pra ela no Dia das Mães.

Ela respirou fundo e aguardou. No Dia dos Pais, comprou-lhe uma panela de pressão. A amiga alertou:

- Ele vai te dar uma panelada na cabeça!

A resposta veio rápida:

- Ele que tente! Eu tenho uma faca!


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A segunda mãe já tinha ficado a ver navios no seu Dia. Esse ano, resolveu "lembrá-lo".

- O dia das mães é daqui a 2 semanas...já escolheu meu presente?

- O dia das mães é daqui a 1 semana...o que vou ganhar?

Na véspera, foi mais sutil:

- O dia das mães é amanhã...tá lembrado de alguma coisa?

O marido resolve sair com o filho mais velho. Volta 4 horas depois com um tênis poderoso no pé. Tinha um sorrisinho maroto nos lábios.

No dia seguinte, a rainha do lar acorda e fica esperando a homenagem.

Os filhos se aproximam, a abraçam e o marido entrega o presente. Ela abre. Era um brinde do shopping center, trocado com a nota fiscal do tênis que ele comprou pra ele.

A casa caiu. Ainda bem que não era uma faca.

3.5.10

Essa escola me pertence?


A apropriação do espaço escolar.

Outro dia, assisti a uma palestra de um arquiteto sobre a apropriação do espaço público pela população. Ele contava da experiência de Curitiba em revitalizar áreas degradadas, a partir do envolvimento dos moradores. O resumão da ópera é que só há uma ocupação sadia ou a revitalização de uma área, quando os moradores se apropriam do espaço, utilizam e zelam por ele.

O raciocínio é simples. Quando os habitantes se sentem "donos" de uma área, ou seja, quando entendem que aquele espaço também lhes pertence, a relação com a região muda completamente. Diminui a sujeira, o vandalismo, a criminalidade, aumenta a sociabilização, a organização e a qualidade de vida de todo o entorno.

O aprendizado da palestra me fez pensar no espaço escolar. Quantas vezes a escola falha em fazer o aluno se sentir pertencente à aquele espaço? E isso não se aplica apenas às escolas de periferia. São várias as escolas particulares que não estimulam e até dificultam esta relação.

Aqui na minha cidade há uma grande escola que ocupa prédio muito imponente. É cara. Lá alunos e professores são impedidos de afixar qualquer coisa nas paredes para manter o ambiente "clean" (a não ser nas reuniões, quando os mestres são orientados a escolher os melhores (!) trabalhos para exibir aos pais). Prioriza-se a arquitura em detrimento às pessoas. Se fosse um monumento histórico estaria ok, mas estamos falando de uma escola. E quer coisa mais fria e distante do que uma escola com paredes vazias?

Ou portas trancadas? Ou horários limitadores? Ou uma circulação restrita? E ainda, grades, cadeados, pedidos de permissão para tudo, diretoria com imagem de delegacia, coordenação que remete à fiscalização, cantinhos do castigo (leia-se "pensamento"), câmeras, alunos que são vistos como arrumadores de encrenca e não como parte viva e fundamental daquele ambiente. Um clima generalizado de "isso não pode".

Uma escola viva, orgânica, acolhedora, começa com um espaço que pertence a todos os envolvidos no processo educacional. E isso inclui alunos, pais, comunidade, funcionários e educadores.

Aulas fora da sala, pesquisas em bibliotecas, assembléias, alunos circulando, reciclando, fazendo compostagem, praticando esportes, tocando música, organizando uma rádio, jornais e murais, instalações de arte, horta, leitura no páteo, salas de aula com espaço para exibição da produção de todos, prateleiras abertas para livre acesso a livros e ao material didático, decoração temática das paredes, festas e feiras organizadas por todos, espaço para os trabalhos em grupo...enfim, assim como em uma cidade, há um número infinito de ações que podem ser promovidas para favorecer a ocupação.

Dá trabalho? Sim, como tudo na vida. Principalmente no início, mas logo o hábito de ocupar o espaço se forma, as regras se estabelecem e as pessoas aprendem que zelar pelo coletivo é zelar por algo que também é delas. E aí a coisa flui, pois o cuidado com a escola se torna responsabilidade de todos. Porque todos sentem que ela lhes pertence.

É uma grande lição de cidadania. Sem cartilha, sem sermões. Apenas com confiança, liberdade, respeito e amor.

Da próxima vez que visitar a escola do seu filho, observe a ocupação. E pergunte, o que mais podemos fazer para melhorá-la. Sempre há espaço. E ele também é seu.

27.4.10

Toma lá da cá.


Toma lá dá cá.

A escola de inglês do meu filho resolveu "incentivar" a participação dos pais. Dão um bônus para cada tarefa que os pais vistarem.

Se a criança faz a tarefa, ganha um bônus. Se os pais vistam antes de entregar ao professor, ganha dois bônus. E no final do curso, os bônus podem ser trocados por brindes.

Soube desta novidade após efetuar a matrícula. E rosnei como sempre rosno quando discordo de algo. Acho uma aberração esse sistema "supernanístico" de premiar crianças por algo que tem que ser feito. É a fórmula ideal para se formar gente oportunista que só funciona em troca de algo.

A tarefa faz parte do processo educacional? Então tem que ser feita e pronto. Esperando-se me troca apenas um melhor aprendizado. Isso se chama responsabilidade.

Pior ainda é bonificar o aluno pela participação dos pais. Pai e mãe tem que acompanhar a vida dos filhos. É um dever assumido quando o esperma entrou no óvulo. E ninguém tem que ganhar bônus por isso.

Colocar nas costas do aluno esta participação é invasivo e expõe a criança, uma vez que dá margens a comparações. "Ah, seu pai não olhou sua tarefa? No bonus for you!".

Mandei bilhete, liguei, bati os pezinhos, mas só escuto que o sistema está dando um resultado incrível. Os pais adoram (leia-se "a senhora foi a única suitcase sem alça a reclamar") e as crianças se motivaram de uma forma sensacional.

Óbvio. Mas para mim, é um atestado de incompetência motivacional. Já que a gente não consegue motivar os alunos a se dedicarem ao aprendizado da língua, vamos motivá-los a ganhar um estojo no final do curso.

Cruzei os braços e disse que não ia assinar tarefa nenhuma. Que vistar tarefa é trabalho do professor e eu não estou aqui pra isso. Que eles deveriam recompensar o verdadeiro aprendizado da língua e não quantos vistos da mãe a criança tem no caderno.

E ontem meu filho veio me dizer que toda a classe tem mais de 16 bonus e ele tem apenas 8. Quebrou minhas pernas. Decidi me render e vistar a droga do caderno. Que mãe quer prejudicar o filho? Ainda mais com um ativismo de porta de escola de inglês.

Ok, Yázigi. Vocês venceram. Tomara que o estojo seja bom.